como uma velha amiga que volta

shiva

por Mariana Paiva

Tudo pode mesmo acontecer (ou então é a lua em gêmeos). É essa mágica de um dia acordar e se surpreender gostando, gostando cada vez mais, se espalhando como gato em chão limpo. Sem muita pista você descobre que a grande novidade é estar infinitamente bem: um dia, depois outro e então fica simples. Você lembrou como. As saudades agora são todas suas amigas, sem choro, como aquele xampu de criança: chega de lágrimas.

Como Chico que, depois de sete anos longe do público, reaparece entoando Voltei a cantar. Aquela confiança de meio-dia, aqueles passos largos e certos, sem medo de sol forte nem de vento. A alegria de passar falando com todo mundo, sorrindo, fazendo o que tem de ser feito. E, de repente, uma vontade de mudar tudo, de trocar as coisas todas de lugar, de olhar pra novidade. É bom, né?

E tudo isso ser simples. Fácil como ser infinita, como uma música boa esquecida que de repente a gente começa a cantarolar e descobre que ela nunca saiu da gente. Ah, alegria, puxa a cadeira e senta confortável que eu tenho muita história pra te contar

 

  • na foto, Shiva, deus  hindu da destruição e da transformação
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