Lucian Freud

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Lucian Freud entrou na minha vida numa daquelas noites no 113. A explicação foi rápida, dei uma olhada e me apaixonei. À primeira vista, meu amor foi direto para essa pintura aí de cima, “Ib and her husband”. O momento era simples e comum, daqueles que a gente é capaz de fazer todos os dias, mas se tornava encantado com a pincelada de Lucian Freud. Não era preciso teorizar sobre o que estava ali: de olhos fechados e bocas abertas, Ib e seu marido dormem. Possivelmente sonham.

Passeando por Paris (endereço certo de tantos outros sonhos, como o do poeta que chorou à beira do Sena enquanto escrevia uma carta e um poema), Lucian Freud apareceu. Foi num volume enorme, páginas coloridas em couché, na loja da Taschen em St. Michel. A mala estava cheia, mas o que se poderia fazer contra o amor? Pagar pelo excesso, da bagagem e do sentimento

Nem mesmo um oceano inteiro de distância (como diria Heidegger a Hannah Arendt, “o abismo da saudade”) poderia impedir Lucian Freud de chegar ao seu destino

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