Amor Vincit Omnia

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A primeira vez que pensei nessa frase em latim foi quando a vi escrita num coraçãozão de madeira, pendurado na parede. Achei lindo. Tem mais de um ano e agora lembrei de novo. Fiquei querendo escolher uma letra bonita e tatuar, porque a gente só grava na pele aquilo de que não pode esquecer.

E hoje, conheci a pintura de Caravaggio. Devia tê-la conhecido antes, rata de museu, ainda mais que tenho um livro só de pinturas dele (bem bonito, por sinal). Mas nunca abri – confesso logo – porque a capa dramática demais me espantou. Quero ver beleza, deus meu. E vi.

Na tela chamada Amor Vincit Omnia, Caravaggio pinta o amor (o cupido) com cara de brincalhão, sobre uma bagunça que contém um pouco de tudo: instrumento musical, flor, um manuscrito, mil coisas. O amor pisa tudo, e ainda ri. A razão, quem explica é o título: Amor Vincit Omnia, algo como “o amor conquista tudo”.  Qualquer lugar vira seu território, são dele todas as canções, os filmes, os livros, os pensamentos. O amor talvez seja o mais habilidoso jogador de War de todos os tempos, de tão bom que é em conquistar territórios, ainda que aqueles bem escondidos e empoeirados dentro da gente.  É na brincadeira mesmo que o amor pega o destino inteiro para transformar em qualquer coisa maior, que é a alegria. E não é que o coração de madeira tinha razão?

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