O mesmo amor

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A gente nunca parece cansar de ver o mesmo filme tantas vezes: é disso  que Juan José Campanella fala em O Mesmo Amor, A Mesma Chuva (El Mismo Amor, La Misma Lluvia), de 1999. É tudo previsível e absolutamente desejável, ainda assim: duas pessoas se encontram e vão se encantando pelos pequenos detalhes do caminho. Vem a paixão e daí se desenrola todo o resto, nenhuma novidade num mundo com tanta gente. Todos sabem o que esperar, e mergulham mesmo assim: o amor não combina com rotina, e a lembrança disso só vem quando o outro já se transformou em mais uma mobília da casa: um móvel que lê todos os dias de noitinha ou que vê o jornal e a novela deitado na cama.

É isso que vivem Jorge e Laura (Ricardo Darín e Soledad Villamil, maravilhosos como sempre): as infinitas possibilidades do amor, que começa e termina e começa de novo a qualquer instante. E se for como Chico Buarque cantou em Futuros Amantes (“futuros amantes quiçá se amarão sem saber/ com o amor que um dia deixei pra você”), tá valendo também.

O Mesmo Amor, A Mesma Chuva é o mesmo filme de amor repetido tantas vezes, um pouquinho das histórias que lemos durante a vida inteira, as músicas que escutamos. Mais do mesmo, e que nem por isso deixa de se converter em desejo, essa palavra preciosa

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