Frida: as cores e as letras

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acho que demorei mesmo de amar Frida. gostava das cores – dessas eu sempre gostei -, mas guardava um incômodo com a história triste dela. isso até encontrar seu diário. porque diário é algo que nos torna um pouco cúmplices da vida de alguém, e não tenho notícia de quem leia algum sem querer participar um pouquinho daquela vida. ali, naquela manhã de domingo, numa livraria do Leblon, eu quis. e fiquei querendo chegar logo em casa para desvendar aquela letra parecida com a minha.

a impressão que dá é a de que toda página é uma obra de arte: Frida transforma tudo que vive em poesia escrita, desenhada, pintada. o amor por Diego Rivera, a doença, a mágoa por não ser mãe, a perna amputada, o interesse por Trotsky (outro dia achei umas cartas lindas de amor que ele escreveu para ela). tudo é pretexto para criar arte. como eu poderia não amá-la depois disto?

e um trechinho:

“(…) Nossos mundos nunca vieram cá fora. Apenas uma montanha conhece as entranhas de outra montanha. Por alguns momentos a tua presença flutua como se envolvesse todo o meu ser em uma ansiosa espera pela manhã. E então percebo que estou contigo”.

 

o-diario-de-frida-kahlo-frederico-moarais450

O diário de Frida Kahlo – Um Autorretrato Íntimo

José Olympio Editora

278p.

R$ 99,90

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